GEA e MP/AP se unem para formar consteladores familiares

Começou nesta sexta-feira, 25, o módulo I da Formação em Constelações Familiares Sistêmicas, ofertada pelo Governo do Estado do Amapá (GEA) e Ministério Público do Estado (MP/AP). A abertura ocorreu no auditório do Museu Sacaca, em Macapá. O curso terá 6 módulos e o primeiro ocorre nos dias 25 e 26 de maio de 8h às 12h e das 14h às 18h. A previsão de término é para novembro deste ano.

Participam desta capacitação mais de 90 servidores que trabalham na área de mediação e conciliação de conflitos de órgãos públicos ligados à educação, administração, saúde, segurança pública, defesa do consumidor, assistência social e jurídica.

É a primeira Formação em Constelação Familiar Sistêmica realizada pela Escola de Administração Pública do Amapá (EAP). Trata-se de uma formação vivencial de transformações internas permanentes, facilitando o desenvolvimento humano pessoal, global e integrado e, despertando compreensões sobre as pessoas e suas relações.

Responsável por presidir a solenidade, a secretária de Estado da Educação (Seed), Goreth Souza, disse que, ao ofertar o curso, o governo investe na capacitação e humaniza as ações através do diálogo. E, assim, o servidor pode melhorar a qualidade de seu trabalho, o que se refletirá nos serviços prestados à sociedade. “Daqui, sairão consteladores capazes de mudar a sociedade através de práticas restaurativas e priorizando ainda mais a humanização”, avaliou.

A diretora-presidente da EAP, Cristiane Vilhena de Souza, considerou que a parceira do Governo do Amapá e Ministério Público estimula a formação de consteladores para atuarem na mediação e conciliação de conflitos. “A capacitação aperfeiçoa nãos somente o desenvolvimento pessoal, como também o lado profissional dos participantes”, complementou.

O procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Amapá (MP-AP), Márcio Augusto Alves, participou da abertura do curso e afirmou que vários avanços já foram alcançados na resolução de problemas de relacionamento fruto das Constelações Familiares.

“Essa é uma forma de humanizar, especialmente as ações e processos que nos ocorrem no dia-a-dia. Atos que geram muitas ações na Justiça, doenças, problemas familiares, educacionais e infracionais são decorrentes de uma desorganização do sistema que todos nós fazemos parte. Com o curso, queremos promover outras formas de solucionar esses conflitos, sem a necessidade de judicializar”, destacou Márcio Alves.

A programação será conduzida pela professora e coordenadora de trabalhos de dinâmica de grupos e constelações familiares, Marilise Einsfeldt, de forma dinâmica e interativa, com ênfase na autodescoberta e autodesenvolvimento de cada participante. Ela utiliza algumas técnicas criadas pelo psicoterapeuta alemão Bert Hellinger, para que todos possam experimentar as sensações e o comportamento dos indivíduos diante da reconstrução de sua história familiar.

“Esse curso irá proporcionar de forma instrumental, técnicas para que o professor, advogado, juiz, médico e profissionais das demais áreas de serviços possam utilizar. O intuito do curso é trazer ferramentas que possam facilitar diálogos na hora de ouvir o próximo em um conflito, por exemplo”, adiantou Einsfeldt. Ela disse que um diferencial é que a constelação auxilia no suporte de sentimentos, que muitas vezes não se sabe como verbalizar.


Por: Da Redação .Colaboradores: Danilo Lopes - 30/05/2018 - 09:37
Fonte : Escola de Administração Pública do Amapá