Desmatamento em áreas de Floresta no Estado do Amapá no Biênio 2017/2018


Desmatamento em áreas de Floresta no Estado do Amapá no Biênio 2017/2018

ASecretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA),desde 2003monitora o desmatamento no Estado do Amapá, através da Coordenadoria de Geoprocessamento e Tecnologia da Informação Ambiental- CGTIA. O levantamento daestimativa da quantificação do desmatamento do Estado do Amapá é realizado bianualmente e, desde 2011 essa quantificação concentrou-se tão somente em áreas de florestas.

O Biênio 2017-2018foramidentificados novos polígonos de desmatamento para o Estado, utilizando como ferramentas as imagens do satélite LandSat-8.Após a vetorizaçãoas novas áreas alteradas são acrescentadas ao arquivo “shapefile”, denominado “desmatamento acumulado”, que contém toda as áreas alteradas, já vetorizadas pela SEMA, em anos anteriores. A análise espacial foram elaboradas cruzando os polígonos de desmatamento com dados espaciais dos limites municipais, Unidades de Conservação, Terras Indígenas, Projetos de Assentamentos e Malha Viária.Após o cruzamento dos dados e análises espaciais, obteve-se o resultado da quantificação total de áreas desmatada em áreas de Floresta no Estado do Amapá,no biênio 2017-2018, de aproximadamente8.215 hectares. Se comparado com os 16.001 hectares registrado no biênio de 2015-2016, observa-se um decréscimode 48,65% em relação ao biênio anterior.

Nas Unidades de Conservação (UC) de proteção integral, geridas pela SEMA e pelo Instituto Chico Mendes da Biodiversidade – IcmBIO, verificou-se dados preocupantes de desmatamentos nas Unidades de Conservação.OParque Nacional Montanhas do Tumucumaque apresentou o maior índice de desmatamento em UC,na ordem de 375 hectares, o que corresponde a cerca de mais de 350 campos de futebol.

Somando todas as áreas em que ocorreu desmatamento nas Unidades de Conservação de proteção integral gerida pelo governo federal chegou-se ao total de 391 hectares.

Nas Unidades de Conservação de Uso Sustentáveis a Floresta Estadual do Amapá – FLOTA, contribuiu com 1.277 hectares de área desmatada seguida pela Reserva Extrativista do Rio Cajari – RESEX-CAJARI, com 1.180 hectares.

Os municípios de Oiapoque e Pedra Branca do Amapari foram os que registraram maiores índices de desmatamentos, 1.982 e 1.682 hectares, respectivamente no biênio 2017-2018.

Nos Projetos de Assentamentos, para o Biênio 2017-2018 a estimativa de desmatamento foi da ordem de 1.873 hectares. Em relação ao Biênio anterior, onde o valor do desmatamento contabilizado foi de 9.069 hectares verificou-se uma redução significativa, 79,34%, de novas áreas abertas. 

Aquantificação do desmatamento realizado pela SEMA,quanto ao tamanho do polígonoé diferente do realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) , conforme explica a  Especialista em Geoprocessamentoe Ordenamento Territorial, Sara Neri  “A CGTIA/SEMA utiliza metodologia de identificação de áreas de polígonos de desmatamento, a partir da faixade 0 a 5 hectares, já o  INPE mapeia áreas de desmate a partir de 6.25hectares. As análises elaboradas pela SEMAmostraram que 44,93% das áreas desmatadas tem área inferior a 5 hectares.Esse resultado reflete a realidade existente no Estado do Amapá onde é predominante a existência de pequenas propriedades”.

Os dados da estimativa da quantificação do desmatamento no Estado estão disponíveis no site http://www.sema.ap.gov.br/ da Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amapá.

CGTIA/ASSEMUN/SEMA


Por: Jesse - 05/07/2019 - 09:56
Fonte : Secretaria de Estado do Meio Ambiente